Educação Livre

Uma nova lógica


Se o conhecimento e as possibilidades de formação e desenvolvimento humano (assim como o acesso à própria produção, divulgação e circulação de produtos e serviços sofisticados) são abundantes, e estão cada vez mais disponíveis por todos os lados, não faz mais sentido enfurnar-se por horas intermináveis num mundo à parte, fechado sobre si mesmo, uma instituição de natureza disciplinar, hierárquica, burocrática e massificadora que já não detém o monopólio do acesso à herança cultural humana nem da preparação para o mundo do trabalho. Para as crianças e adolescentes que já nascem no esteio dessa realidade emergente, tudo isso é ainda mais transparente do que para nós, que carregamos a escolarização tradicional nos próprios ossos. Torna-se, portanto, cada vez mais insustentável pretender mantê-los atados aos bancos escolares.

No atual contexto, os modelos de educação de vanguarda tendem a resgatar elementos da ancestralidade, aproximando-nos do artesanal e, sobretudo, do padrão tribal. Em paralelo, cresce o reconhecimento da importância de cultivar laços comunitários e de ocupar os espaços públicos. Daí o surgimento das propostas de bairros-escola, cidades-escola e congêneres, transformando o espaço urbano, potencialmente, em um ecossistema aberto de aprendizagem, diretamente na vida e no mundo.

No Brasil, temos o privilégio de contar com o esforço incansável do José Pacheco, disseminando por todos os cantos as sementes de uma educação mais aberta e verdadeira, fundada em valores humanos. O Projeto Âncora, em Cotia, que Pacheco adotou, não tem aula, nem sala de aula, nem professor, nem série, nem disciplina, nem grade curricular, prova ou lição de casa. Embora, oficialmente, seja uma escola, funciona na prática como uma autêntica comunidade de aprendizagem não-escolar.

  • Programa Escolas Inovadoras
  • Permakids: Permacultura para Crianças
  • Cantina Vegetariana
  • Feira de Troca: Roupas, Brinquedos
  • Cine Papo
  • Cultura de Paz e Não Violência